Como um floco de neve...




Tem o poder de alegrar,
Transformar qualquer adulto em criança
Qual o mistério que existe no nevar,
Que nos traz essa mudança?

O céu chora flocos de neve
Que aos poucos inunda e colore o chão
E mesmo que de forma breve,
Já acalenta o coração.

E nesse frio que me invade
Que me aperta, de forma covarde
Me lembro que já é tarde,
E como isso me arde!

Foi tudo tão rápido
Que nem mesmo pude perceber,
E eu que sou ávido
Quero aqueles momentos reviver!

Volte, preciso que você volte
E traga de volta a criança que cresceu,
Mas agora me pegue e não me solte!
Pois assim como o gelo, a criança derreteu.
(Pedro Vlan)

De onde vem?



A arte da escrita
Está no poder de encantar,
De uma forma bonita
Que só as palavras podem levar,
E a impressão que fica
É que escrever se assemelha a voar.

Onde posso ir fundo na imaginação,
Planar em minhas idéias com total liberdade;
Quando escrevo deixo falar o coração
Uma idéia vira poesia com facilidade
Mas tudo depende da inspiração
Que me invade com voracidade.

Não consigo explicar o que acontece,
simplesmente as palavras vão surgindo
As vezes muito simples me parece,
Pois deixo tudo ir fluindo,
e no fim o que escrevo transparece
Aquilo que no momento estou sentindo.
(Pedro Vlan)

Saudade



Sentir que a
Ausência que nos
Une,
Destrói o
Amor que posso
Demonstrar
Estando perto!
(Pedro Vlan)

Verso complexo



Mais um poema que fiz no twitter a tempos atrás e resgatei agora, lembrando que cada verso se limita em 140 caracteres...

Quando não tenho o que falar
Busco nas palavras uma forma de me confortar,
Escrevendo consigo expressar
O que minha boca não consegue parafrasear.

O que faço para ser entendido?
Sinto-me perdido, fudido.
Você não sabe o quanto tenho sofrido,
Por deixar passar despercebido
O que tinha evoluído.

E agora não sei o que fazer
Deixar fluir ou tentar esquecer?
Será pecado te querer?
Sou obrigado a esconder
O que realmente sinto por você.

E assim fico no dilema,
e acabo me expressando num poema
Mas será que vale a pena?
(Pedro Vlan)

Caipirinhas e pensamentos



Me confrontei com alguns pensamentos, e tomei umas caipirinhas essa noite pra espairecer... E como estava no twitter acabei fazendo 1 poema por lá. Lembrando que cada verso limitou-se em 140 caracteres e tive que abreviar algumas partes lá, mas aqui colocarei com o português correto!

Entre uma dose e outra
Vou me perdendo em pensamentos,
Imagino coisas loucas
Idéias viram vento.
Agora seca-me a boca
Vou bebendo, ainda aguento.

A caipirinha em minha idéias monta,
Já não posso evitar
De uma forma meio sonsa
Vou tentando me enganar,
Será que passei da conta?
Devo continuar?!

Vou me expressando em versos
Pois estou sozinho a pensar,
E se fosse o inverso?
Você a me acompanhar.
Ficaria complexo
Iria querer te beijar!

Está me consumindo
De repente vontades, desejos;
A sensação vai fluindo
Forte como um lampejo
O ápice está vindo,
Chegando junto com o beijo.

E agora a coisa esquentou,
E não te tenho ao meu lado
O que posso fazer?
Não posso mais ficar parado.
O tesão borbulhou,
Palavras me deixam excitado!

É aquela contradição
Medo d escrever, falar o que não pode
Calar o coração?
Ele sempre me sacode!
Acabo indo na contra-mão
É mais forte que eu, explode.

Vou largando a bebida
Já passou da hora;
Esse é o verso de despedida
Estou indo embora.
Bebi pra pensar na vida,
E acabei inventando história.

(Pedro Vlan)