Que o brilho nos olhos dessa menina
Nunca de desfaça e vire rotina.
Dance com a vida, bailarina
Fazendo um eterno carnaval.
Que seu sorriso seja sempre sincero
Como o cantar de um quero-quero
Poesia simples, que tanto venero
Cuja beleza não há igual.
Solte o cabelo por um momento
E voando como pétalas ao vento
livre e leve, será o pensamento
Pairando sem destino final.
(Pedro Vlan)
Internauta entediado
Eu ando muito down
Com tédio de viver
Saturado dessa mesmice
Que está a me envolver
Cansei de ser um internauta
Telespectador da vida alheia
Onde a mentira está em alta
Prega o amor, mas o ódio semeia
Sorrisos de alegria
Mascarando a dor
Frases de hipocrisia
Substituindo o amor
Conselhos pro dia-a-dia
Na tela de um computador
Quando tudo que eu queria
Era um pouco de calor
Que venha e sacuda minha cabeça
E não me deixe que esqueça
Que a solidão é temerária e passageira
E toda depressão, por mim, passa ligeira.
(Pedro Vlan)
A você
Com meu amor, lápis de cor
Imaginei e pintei
Você.
Olhos de mel, feitos a pincel
Admirei e desejei
Te ter.
Coisa mais bela, na aquarela
Caprichei e desfrutei
Teu ser.
Toda nua, à luz da lua
Suspirei e controlei
Meu querer.
Seios empinados, lábios rosados
Salivei e tentei
Descrever.
E nessa noite fria, a poesia
Criei e dediquei
A você.
(Pedro Vlan)
Não enche
Quando saio pra balada
Não tenho nada a perder
Vestidinho, salto alto e maquiada
Só volto quando amanhecer.
Não há nada que me impeça
Vou dançar, beber e paquerar
Pois hoje tudo é festa
Vou deitar e rolar!
Você me chama de louca
Só porque rebolo até o chão
E com o dedinho na boca
Sou pura sedução.
Tenho todo o direito
Na noite sou feliz
Pare de olhar pro meu peito
Olha no meu olho e me diz.
Porque preciso seguir um padrão
Que é imposto pela sociedade.
Pagar de santinha na multidão
Mas ser uma piriguete na verdade?
E se eu não tenho marido
É uma escolha minha
Portanto, não enche querido
Escolhi ser feliz sozinha.
(Pedro Vlan)
Desejo louco
A lembrança do seu perfume consome meu juízo.
A recordação dos seus beijos amolecem meus lábios.
A espectativa da sua chegada estimula minhas gônadas.
Estou a devanear aguardando a sua entrada, minha amada.
Deixe chegar a madrugada, pelada, suada, gozada, cansada...
E quando o dia amanhecer, em meu peito durma, acalentada!
(Pedro Vlan)
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